terça-feira, 21 de junho de 2011

sábado, 28 de novembro de 2009

EMENTA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS – UFMG

FACULDADE DE EDUCAÇÃO – FAE

Curso de Graduação em Pedagogia – 2º semestre de 2009

Disciplina: Filosofia da Educação II

Dia/horário: quinta, 19 às 22:10h

Carga horária: 30 horas

Responsável: Prof. Rodrigo Marcos de Jesus

I – Ementa:

Relação entre ética e educação. Implicações éticas do processo educativo. Formação do sujeito ético. Historicidade dos desafios ético-educacionais. Construção da cidadania e educação. Contexto de globalização e complexidade ética. Ecologia, educação e ética do cuidado.

II – Objetivos:

Estudo e discussão das relações entre ética e educação a partir de algumas perspectivas educacionais e de suas respectivas abordagens da problemática ética. Abordaremos as seguintes perspectivas: educação libertadora e educação na era planetária. E os seus correspondentes desafios éticos, a saber: as diversas formas de opressão; a complexidade da fase planetária e sua degradação ecológica.

III – Programa:

III. 1. Educação libertadora

Contexto histórico, político e social da segunda metade do século XX. Democracia e ditadura no Brasil. Educação e política. Ética: opressão e liberdade (libertação). Utopia: outro mundo é possível.

III. 2. Educação na era planetária

Contexto histórico do debate ecológico, globalização, aumento do conhecimento e das disciplinas e perda do olhar global, crítica do paradigma moderno de civilização. Ética na perspectiva da complexidade (interação indivíduo-sociedade-espécie). Ecologia da ação. Reforma do pensamento. Ensinar a compreensão. Dimensões da ecologia. Ecologia como grito da Terra e do pobre. Ética do cuidado.

IV – Calendário:

Outubro: 15, 22, 29

Novembro: 5, 12, 19, 26

Dezembro: 3

V – Metodologia de trabalho:

Aulas expositivas, discussão de textos, vídeos.

VI – Avaliação:

(a definir)

VII – Bibliografia:

BETTO, Frei. Diário de Fernando: nos cárceres da ditadura militar brasileira. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.

BOFF, Leonardo. Ecologia, Mundialização, Espiritualidade. São Paulo: Ática, 1993.

_____. Ecologia: grito da Terra, grito do pobre. Rio de Janeiro: Sextante, 2004.

_____. Ethos Mundial. Um consenso mínimo entre os humanos. RJ: Sextante, 2003.

_____. Saber cuidar: ética do humano, compaixão pela Terra. Petrópolis: Vozes, 1999.

CAPRA, Fritjof. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. Trad. Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Cultrix, 2004.

CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.

DEMO, Pedro. Complexidade e Aprendizagem. São Paulo: Atlas, 2002.

DUSSEL, Enrique. Ética da Libertação: na idade da globalização e da exclusão. Trad. Ephraim Ferreira Alves, Jaime A. Clasen e Lúcia M. E. Orth. Petrópolis: Vozes: 2000.

FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil. São Paulo: EDUSP, 2009.

FERRY, Luc. A nova ordem ecológica: a árvore, o animal e o homem. São Paulo: Ensaio, 1994.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

­_____. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

_____. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

_____. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.

GUATTARI, Félix. As três ecologias. Campinas: Papirus, 2000.

Le Monde Diplomatique Brasil. Atlas do Meio Ambiente, 2009.

MATURANA, Humberto. Emoções e linguagem na educação e na política. Trad. José Fernando Campos Flores. Belo Horizonte: UFMG, 1998.

_____. Ontologia da realidade. Organizadores: Cristina Magro, Miriam Graciano, Nelson Vaz. Belo Horizonte: UFMG, 2002.

MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Trad. Maria D. Alexandre e Maria Alice Sampaio Dória. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.

_____. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

_____. Os sete saberes necessários à educação do futuro. SP: Cortez/Unesco.

_____. O Método 6: ética. Trad. Juremir Machado da Silva. Porto Alegre: Sulinas, 2005.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Fórum Social Mundial: manual de uso. São Paulo: Cortez, 2005.

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2001.

_____. Técnica, Espaço, Tempo: Globalização e Meio Técnico-científico-informacional. 5 ed. São Paulo: EDUSP, 2008.

SOMMERMAN, Américo. Inter ou Transdisciplinaridade? São Paulo: Paulus, 2006.

VIEIRA PINTO, Álvaro. Consciência e Realidade Nacional. Rio de Janeiro: ISEB/MEC, 1960 (vols. I e II).

WEFFORT, Francisco C. Formação do pensamento político brasileiro: ideias e personagens. São Paulo: Ática, 2006.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

·MILTON SANTOS: POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO - A DE TODOS ·

Leonardo Boff, místico da terra

Frei Betto

Leonardo Boff completou 70 anos no último dia 14 de dezembro, festa de são João da Cruz.

Desde 1974, quando deixei a prisão e ele retornou de seus estudos na Alemanha, comparto a mesa e a palavra de Leonardo Boff. Duas vezes por ano, religiosamente, passamos juntos um fim de semana, trocando idéias e vivências com o Grupo Emaús, que reúne teólogos, pastoralistas, filósofos e cientistas sociais.

Juntos, assessoramos o governo sandinista da Nicarágua e a Revolução cubana em suas relações com a Igreja Católica. Estivemos um mês na China, em 1988, em contato com os cristãos interessados em encontrar o ponto de equilíbrio de suas relações com o regime socialista.

Leonardo Boff confidenciou-me, em Corrêas, RJ, em 23 de abril de 1987: “Li Platão, Santo Agostinho, e toda obra de são Boaventura, à luz de vela, no noviciado franciscano. Minha estrutura de pensamento é boaventuriana - as coisas não são, elas simbolizam. Tive experiências de Deus. Gosto de estar só. Minha espiritualidade é quase corporal. Não digo nada quando rezo. Rezo o Glória ao Pai e não peço nada. Só pedi por minha sobrinha, que agonizava. Fiz promessa de romaria a Aparecida. Ela sarou e eu cumpri a promessa.

“Na Europa, passei pela fase do pensamento germânico, racionalista, e perdi a fé. No comentário dos Salmos fiz a experiência dolorosa de recuperar a fé.

“Nunca rezei aos santos. A Nossa Senhora sim. E gosto muito da Trindade. Toda a minha vida é trinitária. Organizo tudo em três. Meu livro sobre a trindade é a culminância de toda uma busca. Busco recuperar Deus como Deus trinitário. Não sei se rezo. Às vezes me sinto rezador por viver nessa atmosfera religiosa.

“Para mim, fazer teologia não é rezar, é refletir sobre Deus. Rezar é não pensar, é sentir Deus. É o coração que sente Deus, como dizia Pascal. A razão não pensa Deus.

“Procuro estar nas mãos Dele. Ele me põe e me tira das crises. Nem me preocupo em me salvar. O inferno é uma verdade assintótica, como dizia Rahner, para nos alinharmos em Deus. Todos saímos de Deus e a Ele voltamos”.

Este é Leonardo: místico, teólogo, militante.



Ecoteologia



Todos torcemos para que a ciência encontre o modo de expulsar os vírus que contaminam o organismo humano. Seria exagero imaginar a Terra/Gaia, um corpo vivo, aniquilando o principal vírus responsável por sua destruição - os seres humanos?

Esta é uma das inquietações de Boff, hoje dedicado à ecoteologia. Censurado por Roma, ele deixou a Ordem Franciscana e o ministério sacerdotal. Não abandonou, contudo, seu ofício teológico nem rompeu sua comunhão com a Igreja. Agora, como leigo, ampliou seu espaço de liberdade. Cada novo livro que sai de sua pena representa mais um grito em prol dos pobres e da saúde da Terra.

Toda a sua obra mais recente é um alerta de salvação da Terra e de seu fruto mais precioso - a própria humanidade. Boff convida-nos a uma viagem aos primórdios culturais - as narrativas ancestrais sobre a origem do mundo - e científicos, a autogênese da matéria, do Big Bang à noosfera. Observador atento, ele analisa os pecados capitais antiecológicos num campo específico - a Amazônia - e percorre a holística senda que nos conduz da física quântica às narrativas indígenas sobre o Universo, da cosmogênese à Cristogênese, numa versão hodierna de Teilhard de Chardin. Propõe-nos, enfim, o empenho na construção de uma "biocracia”, democracia sociocósmica, centrada na vida.

Da lógica pericorética do Universo - "tudo interage com tudo em todos os pontos e em todas as circunstâncias" - deriva o estilo narrativo de Boff. Ainda que o pulsar das estrelas e a irrupção das células, a exploração mercantil da natureza e a comunhão intratrinitária do Pai com o Filho e o Espírito Santo, pareçam coisas distintas, elas reluzem, na obra dele, como desenhos de um mesmo tapete. Não se pode compreender o significado de uma figura sem apreender sua intrínseca relação com as demais. "Nós somos, como partes do Universo, todos irmãos e irmãs: as partículas elementares, os quarks, as pedras, as lesmas, os animais, os humanos, as estrelas, as galáxias. Há um tempo estávamos todos juntos, sob forma de energia e partículas originárias, na esfera primordial; depois, dentro das estrelas vermelhas gigantes; em seguida, em nossa Via Láctea, no Sol e na Terra. Somos feitos dos mesmos elementos. E como seres vivos possuímos o mesmo código genético dos outros seres vivos, das amebas, dos dinossauros, do tubarão, do mico-leão-dourado, do Australopiteco ao homo sapiens-demens contemporâneo. Um elo de fraternidade e sororidade nos une objetivamente, coisa que São Francisco, no século XIII, intuiu misticamente. Formamos a grande comunidade cósmica. Temos uma origem comum e, certamente, um mesmo destino comum", escreve ele.

Engana-se quem, na ótica dos velhos paradigmas, julga o autor um neófito panteísta convencido de que tudo é Deus e Deus e mundo se identificam. Sua abordagem é inversa, é panenteísta - Deus se faz presente em todas as coisas. Toda a Criação e as criaturas são sacramentos da presença inefável de Deus. Como também se equivocam aqueles que julgam que Boff trocou a libertação dos pobres por um mero modismo de defesa do meio ambiente.

Sua teologia da libertação amplia-se, centralizando-se no pobre, principal vítima também da destruição ambiental, e nomeando-o como sujeito de uma alternativa que reate os vínculos que foram rompidos entre o ser humano e seus semelhantes e entre a humanidade e a natureza, da qual somos expressão e plenitude. "A teologia da libertação deve assumir, do discurso ecológico, a nova cosmologia, a visão que entende a Terra como um superorganismo vivo articulado com o inteiro universo em cosmogênese", ele propõe. Por isso, insiste que "importa, em primeiro lugar, ampliar o sentido da libertação. Não apenas os pobres e oprimidos devem ser libertados. Mas todos os seres humanos, ricos e pobres, porque todos são oprimidos por um paradigma que a todos escraviza, de maltrato da Terra, de consumismo, de negação da alteridade e do valor intrínseco de cada ser".

Um homem pode mudar de lugar social e de função institucional. Entretanto, a matriz de sua identidade permanece imutável e, por vezes, inapreensível. Em cada livro ou palestra, Boff revela-se inelutavelmente franciscano. Seu paradigma pessoal tem nome e data: Francisco de Assis (1181-1226), "um ser de desejo", como ele define.



Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Leonardo Boff, de “Mística e Espiritualidade” (Garamond), entre outros livros.

domingo, 22 de novembro de 2009

Livros/videos Paulo Freire


O site Biblioteca da Floresta disponibilizou para download, como pdf e possibilitando a impressão, preciosidades de Paulo Freire. São livros importantíssimos deste pensador comprometido profundamente com as causas sociais.

O material é inovador, criativo, original e tem grande importância histórica. Aproveitem!

· Ação Cultural para a Liberdade

· Extensão ou Comunicação

· Medo e Ousadia

· Pedagogia da Autonomia

· Pedagogia da Indignação

· Pedagogia do Oprimido

· Política e Educação

· Professora sim, Tia não




Clip censurado nos EUA - MICKAEL JACKSON

Clip censurado nos EUA - MICKAEL JACKSON !!!
triste e doloroso.. Veja, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado na Africa, Amazonia, Croácia e New York.
EARTH SONG by MICHAEL JACKSON (CENSURADO NOS EUA) O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996. A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão. O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe. Ou seja, o que não passa nos EUA, não passa no resto do mundo. Só mostram o que lhes interessa, e só assistimos o que eles querem. Veja, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado na Africa, Amazonia, Croácia e New York. Emocionante!

Veja no link abaixo: SEGUE O SITE COM A MÚSICA LEGENDADA...